t last! Finalmente o Espaço Vazio começou a ser preenchido. Depois de ter feito com
tanto carinho o layout para meu mano Diego, já
estava começando a me decepcionar, e já considerava a possibilidade de tomar seu
blog e fazê-lo uma extensão da Teia Neuronial... Mas ele o inaugurou com um
texto muito interessante.
Confiram: Espaço Vazio (http://espacovazio.zip.net). Comentem e dêem-lhe uma força, senão ele fica morgado e deixa o blog de lado, como já aconteceu duas vezes...
Ademais, saudações a todos, sejam brancos, pretos, vermelhos, amarelos ou verdes! E principalmente:
Cuidado com o bond!
Um extremo:
"Este país vai de mal a pior."
Outro extremo:
"Ame-o ou deixe-o."
eu irmão Diego me mostrou uma pulseira elástica, coberta por um tecido
de cor amarela, com uma pequena bandeira do Brasil bordada e os dizeres em
alto-relevo: BRAZIL.
Não amo o Brasil. Não tenho orgulho de um pedaço de terra cujas dimensões e limites foram inventadas arbitrariamente na história, nem tenho orgulho de pertencer a um povo e uma cultura que não tem medo das misturas. Não pertenço a um povo.
Não odeio o Brasil. Não o desprezo com seu racismo irreal num povo mestiço, com a tremenda corrupção e desumanidade nas desigualdades.
Se eu tiver que gostar muito de um lugar, será por razões muito outras, diversas de qualquer sentimento de patriotismo, nacionalismo e ufanismo. Nada me impede de valorizar um local por seja lá que razões forem, mesmo que se localize no mesmo país em que está um local de que não gosto, por qualquer razão que seja.
A propósito, antes que me perguntem, não vou torcer pelo Brasil no campeoonato da Copa do Mundo na Alemanha este ano. Nem por nenhuma outra seleção. Por mais que tentem pensar na Copa como um evento que une os povos, ainda vejo resquícios inequívocos (não gosto desta palavra) de rivalidade e belicismo. Já basta de guerra.
Conste-se que Brazil é a forma antiga do nome da colônia portuguesa na América.
Em inglês: Brazil;
Em francês: Brésil;
Em espanhol: Brasil;
Em italiano: Brasile;
Em alemão: Brasilien;
Em esperanto: Brazilo;
Em árabe: برازيل (Barazil, da direita para a esquerda);
Em japonês: ブラジル (Burajiru).
Para alguns povos sul-americanos já por aqui antes da chegada de colonizadores, sua terra era chamada Pindorama. Minha terra é o universo, por falta de outro nome.
m
dia desses, Khadu me disse que na modernidade as pessoas dão mais crédito
a critérios de verossimilhança do que de verdade. Se bem que é bom
que se pense de forma mais refletida sobre as coisas, principalmente tendo em
vista a importância do pensamento científico, acontece que esse aspecto dos
nossos tempos se relaciona a fenômenos como a publicidade, que se utiliza de
artifícios de verossimilhança e plausibilidade para convencer as pessoas de que
vale a pena comprar certas mercadorias, certos fetiches. O dinheiro é a pedra
filosofal que transforma ouro em qualquer substância, o gênio que
realiza qualquer desejo. A propaganda é ainda mais poderosa, pois cria esses
desejos.
Um filme vai ser lançado esta semana, O Código Da Vinci, baseado no romance best-seller de Dan
Brown. Não li o livro. Mas a julgar pelo estardalhaço, é um fenômeno que se
pauta no princípio de verossimilhança sobre que discorri acima. A trama da
história tem como leitmotiv o suposto casamento entre Jesus Cristo e
Maria Madalena, que estaria representado sutilmente na obra A Última Ceia
de Leonardo Da Vinci. Utilizando uma arguumentação (meio)
convincente, o autor faz muitos leitores crerem que existe uma conspiração para
esconder o segredo do matrimônio de Jesus e Madalena.
Nada de novo sob o céu choroso (está chovendo agora em Natal). Howard Phillips Lovecraft fizera isso, com muito mais primor, ao inventar Cthulhu e sua turma de Deuses Antigos. A literatura fantástica moderna e contemporânea abusa da verossimilhança para criar supostas correlações entre fatos inventados (tomados como reais) e fatos reais. É o caso de A Narrativa de Arthur Gordon Pym (E. A. Poe) e O Senhor dos Anéis (J. R. R. Tolkien).
René Goscinny e Albert Uderzo satirizaram isso. Obelix, o mais forte e mais glutão gaulês da Europa romana pré-cristã (talvez do mundo) foi responsável pelo fato de a Esfinge de Gizé não ter mais nariz, depois de subir nas ventas da estátua para apreciar a vista, e pela ruína do Coliseu, pois se distraiu e se chocou contra as fundações do circus maximus.
Divisões perigosas
Políticas raciais no Brasil contemporâneo
Peter Fry
Yvonne Maggie
Marcos Chor Maio
Simone Monteiro
Ricardo Ventura Santos
(org.)

Orientalismo
O Oriente como invenção do Ocidente
Edward W. Said

Ethnic groups and boundaries
The social organization of culture difference
Fredrik Barth

Star Wars
IV: Uma nova esperança
George Lucas
V: O Império contra-ataca
Irvin Kershner
VI: O retorno de Jedi
Richard Marquand
(DVD)

Persépolis
Vincent Paronnaud &
Marjane Satrapi
(Windows Media Player)

Mogli
O menino lobo
Wolfgang Reitherman
(Disney Channel)

10.000 A.C.
Roland Emmerich
(Cinemark)

Snoopy 1
E sua turma
Charles M. Schulz
As tiras clássicas da turma da Mônica
Vol. 1
Maurício de Souza
Delivery Service of Corpse
1
Eiji Ohtsuka
Housui Yamazaki
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