epois de passar muitos dias no deserto em privação, o salvador retorna à civilização. Ele tem uma relação profunda com seu verdadeiro pai, com quem conversa e que o aconselha, embora este não esteja presente fisicamente. Enfraquecido, o salvador é espancado e humilhado por seu inimigo, um tirano ambicioso. Após se sacrificar para salvar a humanidade, desfalece, para ressuscitar alguns dias depois.
Este bem que poderia ser o roteiro de mais um filme sobre Jesus Cristo. Mas foi com essa idéia que Bryan Singer construiu o novo Superman: O Retorno (2006). O mundo pede por um salvador, como é de praxe para a raça humana. Kal-El, ou Clark Kent, ou Super-Homem: eis o homem que vem aliviar nossas dores, diminuir nossos desesperos. É muito, muito puro, inumanamente humano, não tem desejos egoístas que superem sua benevolência e seu altruísmo de aço (a não ser sua ânsia de saber sobre seu passado, seu planeta e sua raça, e a paixão por Lois Laine, sua Maria Madalena, que ele supera numa boa). Não machuca, não mata, nem mesmo seu arqui-inimigo Lex Luthor. Aliás, dá a Luthor o que é de Luthor. Ele pode dar as duas faces de aço sem perigo a si mesmo… a não ser que tragam criptonita à sua presença. Mas ele sofre resignado, como Neo enfrentando Smith, como o Nazareno na Via Crucis. Eis três filmes de gêneros diversos mas muito parecidos: Matrix Revolutions (2003) dos irmãos Wachowski, A Paixão de Cristo (2004) de Mel Gibson e Superman: O Retorno (2006).
Toda a trama contribuiu para se criar (intencionalmente ou não) uma história messiânica, para transformar o super-herói num supermessias, com muitas alusões (intencionais ou não, arquetípicas ou não) a uma das grandes figuras ocidentais, o mártir Jesus Cristo. Uma vez um professor de Filosofia da UFRN, no Café Filosófico, disse que a imagem do herói tem diferenças em relação à imagem do mártir. O filme me fez perceber como é complicado combinar as duas coisas. É como misturar dois ingredientes saborosos mas que em conjunto descem indigestamente.
A única história do Super-Homem que li foi A Morte do Super-Homem, além de tê-lo visto em Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. É o suficiente para saber que o personagem em questão tem muitas das características do herói, mas não é um mártir. Agnóstico que sou, todavia prefiro o trágica A Paixão de Cristo, bem mais adequado ao tema do salvador.
Divisões perigosas
Políticas raciais no Brasil contemporâneo
Peter Fry
Yvonne Maggie
Marcos Chor Maio
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Ricardo Ventura Santos
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Orientalismo
O Oriente como invenção do Ocidente
Edward W. Said

Ethnic groups and boundaries
The social organization of culture difference
Fredrik Barth

Star Wars
IV: Uma nova esperança
George Lucas
V: O Império contra-ataca
Irvin Kershner
VI: O retorno de Jedi
Richard Marquand
(DVD)

Persépolis
Vincent Paronnaud &
Marjane Satrapi
(Windows Media Player)

Mogli
O menino lobo
Wolfgang Reitherman
(Disney Channel)

10.000 A.C.
Roland Emmerich
(Cinemark)

Snoopy 1
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As tiras clássicas da turma da Mônica
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