Comecei a aprender Esperanto ontem, através do site lernu!. Para melhor memorizar certas palavras e frases, fiz alguns desenhos com legendas e diálogos. Como meu scanner não está funcionando, eis uma montagem legal:

É um idioma fácil, embora eu ainda duvide de sua utilidade como meio de comunicação, mas é bom para treinar a fexibilidade lingüística, ou seja, ajuda a aprender outros idiomas.
Ela estava numa brecha entre a janela e a moldura, do lado de fora, invisível a mim. Apenas abri num solavanco a fenestra, e captei com o canto da vista uma cauda e perninhas balançando. “Uma lagartixa!”, pensei. Quis vê-la de perto, e era estranho que não se movesse mais. Então percebi que era um corpo decapitado e pendurado à moldura pelo pescoço, as ditas cauda e pernas no ar. Olhando bem, vi a cabeça, separada do corpo por uma linha vermelha, pregada na pintura cor de marfim, de cerca de 1 milímetro de espessura. Tive náuseas.
Senti-me mal por ter causado acidentalmente a morte de uma lagartixa. Bem, acho que me senti um pouco tonto mais por causa da visão da lagartixa decepada do que pela morte dela em si. Aliás, faltava-lhe a pata dianteira direita.
No mesmo dia, antes do acidente, eu lera o primeiro volume de um mangá intitulado Delivery Service of Corpse, escrito por Eiji Ohtsuka e desenhado por Housui Yamazaki. Algumas cenas das histórias mostravam cadáveres, inclusive um corpo formado de retalhos de vários cadáveres (frankensteinianamente). Imagens que me provocaram uma moleza nos músculos. Mais ou menos a mesma sensação de quando vi a cena de abertura de Nosferatu: Phantom der Nacht (1979), de Werner Herzog.
Isso me faz pensar agora em duas condições sobre as quais estava refletindo há algum tempo: tanatofobia e necrofobia. Tanto ou mais do que o medo da morte (θάνατος, Thánatos), o medo dos mortos (νεκρος, nekrós) nos faz sentir calafrios, inventar deuses e demônios que nos assombram e nos desculpar incansavelmente dos que já perderam este invólucro mortal. Freud disse em Totem e Tabu que a tristeza pela morte de um ente querido sempre se associa à culpa (por causa do desejo pela sua morte, que aconteceu ao menos uma vez na vida) e ao medo de que o falecido venha a querer se vingar. Todas as lágrimas, para o psicótico austríaco, são crocodilianas.
Peguei um guardanapo, puxei o corpinho morto pela ponta da cauda. O fio vermelho foi saindo como se estivesse pregado com adesivo, e finalmente veio a cabeça na outra ponta. Pus o pequeno cadáver no meio do papel, embalei-o e o pus num cesto de lixo.
Fiquei me perguntando qual foi a reação daquela consciência a tão rápida e trágica morte. Como ela ficou ao perder seu corpo? Ela percebeu que morreu? Será que vai renascer como uma lagartixa ou outro animal mais complexo?
Quando eu descartar este corpo, podem doar à vontade os órgãos e cremá-lo depois. Prometo que não vou assombrar ninguém (ao menos, não de propósito).
Divisões perigosas
Políticas raciais no Brasil contemporâneo
Peter Fry
Yvonne Maggie
Marcos Chor Maio
Simone Monteiro
Ricardo Ventura Santos
(org.)

Orientalismo
O Oriente como invenção do Ocidente
Edward W. Said

Ethnic groups and boundaries
The social organization of culture difference
Fredrik Barth

Star Wars
IV: Uma nova esperança
George Lucas
V: O Império contra-ataca
Irvin Kershner
VI: O retorno de Jedi
Richard Marquand
(DVD)

Persépolis
Vincent Paronnaud &
Marjane Satrapi
(Windows Media Player)

Mogli
O menino lobo
Wolfgang Reitherman
(Disney Channel)

10.000 A.C.
Roland Emmerich
(Cinemark)

Snoopy 1
E sua turma
Charles M. Schulz
As tiras clássicas da turma da Mônica
Vol. 1
Maurício de Souza
Delivery Service of Corpse
1
Eiji Ohtsuka
Housui Yamazaki
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